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Um
exemplo
de cadeia alimentar
(texto e fotos de Zig Koch) |
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Perereca (Hyla spp.)Este
fantástico animal é uma das várias espécies de anfíbios, isto é, seres que vivem
parte de sua vida totalmente dentro dágua e outra fora dela.
A postura dos seus ovos que é dentro da água. Quando se desenvolvem um pouco, passam a
ser conhecidos como girinos. São, muito fáceis de verem vistos em águas paradas ou
braços de rios, lembrando a forma de um espermatozóide. Nesta fase eles respiram por
branquias como os peixes, não precisando subir à superfície para respirar. Aos poucos
sofrem uma impressionante metamorfose, desenvolvendo pulmões ao mesmo tempo em que
começam a surgir suas pernas. Aos poucos vão perdendo a cauda e as patas vão tomando a
forma de adulto até que eles passam a respirar somente fora da água.
Eles, como os outros anfíbios, são ectotérmicos, termo que designa os animais que não
tem a capacidade de produzir calor para manter a temperatura estável do seu corpo.
Durante os vários estágios de sua vida, elas passam por inúmeras situações de
predação. Para compensar, elas colocam muitas centenas de ovos mas apenas alguns cheguem
a idade adulta para reproduzir. O restante serve de alimento para inúmeros animais como:
aves, insetos, morcegos, cobras, peixes, mamíferos...
Elas dão enormes saltos, tanto para defender seu território de outras de sua espécie,
quanto para fugir vários predadores. Elas tem a capacidade de se agarrarem em qualquer
superfície e em qualquer posição, devido aos discos adesivos, que são como que
ventosas encontradas nas pontas dos dedos.
Elas ajudam sobremaneira no controle de paragas de insetos, se alimentando deles
vorazmente nas suas várias fases.
Existem testemunhos foceis que comprovam que os precursores deste frágil e pequeno
animalzinho teve a sua origem em mais de 370 milhões de anos atrás!!!
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Cobra
d'água (Liophis miliaris)A
Cobra-dágua, como os outros répteis, não tem a capacidade de manter o calor do
seu corpo sendo influenciada diretamente pela temperatura do meio ambiente sendo portanto
ectotérmica.
A fêmea deposita os ovos na terra sem os chocar, ficando por conta do calor do solo
aquecer os ovos. Esta é a forma mais comum de reprodução entre os répteis e é
conhecido por oviparide.
Ela chega a atingir 80 cm. Não contém veneno e é muito pouco agressiva, tendo contudo
um odor desagradável e bastante característico quando a pegamos. Seu dorso é de cor
olivácea reticulado em preto formada pela margem escura de cada escama. O ventre é
amarelo e a cauda não é longa, tornando fácil sua identificação.
Vive em ambientes úmidos como brejos, banhados e perto de rios. Se alimenta de peixes,
rãs, pererecas, girinos entre outros pequenos animais.
Não oferece qualquer perigo as pessoas e mesmo não nos causando nenhum perigo, quando é
avistada normalmente é morta por julgarem que todas as cobras são perigosas.
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Gavião-carijó (Buteo magnirostris)Andando por
rodovias e mesmo em áreas urbanas ainda não densamente ocupadas é comum vermos um
gavião pousado em alguma árvore seca ou em postes de luz, provavelmente é o
Gavião-carijó. Com cerca de 34 cm tem a cabeça é marrom e no ventre tem finas barras
cor de canela sobre um marrom dominante. É o gavião mais abundante no Brasil e não faz
migrações.
Outra particularidade deste Gavião é voar alto em círculos com rápidas batidas das
asas ao mesmo tempo em que faz uma enorme gritaria. Isto chama muito a atenção e
facilita muito a identificação.
Para se alimentar fica pousado em postes na beira de estradas ou locais abertos, com
movimentos apenas da cabeça. Quando avista sua preza voa com precisão sobre ela. Nem
sempre tem sucesso.
Em sua dieta estão desde grandes insetos, pequenos répteis, pequenas aves, roedores e
até morcegos quando os encontra em seu pouso diurno.
Os Gaviões em geral são acusados de pegar animais domésticos de criação, o que de
fato ocorre mas em pequenas proporções, não podendo ser atribuir a isto danos
financeiros reais. Contudo sua contribuição para o controle de pragas de roedores,
insetos nocivos ao Homem, a eliminação de animais silvestres doentes, não permitindo
que certas enfermidades nos afetem, é muito maior do que qualquer dano que por ventura
eles possam vir a causar. |
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