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Nossa Fauna Janeiro/99
Coluna feita para o Almanaque Mercadorama - Letra Viva Editora
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Da forte onça
ao frágil bem-te-vi

(texto e fotos de Zig Koch)
Onça (Panthera onca)

Está no topo da cadeia alimentar da América do Sul, sendo seu maior predador natural. Chega a pesar mais de 100 kg. Foi admirado, temido e cultuado pelas tribos que habitavam sua área de ocorrência. Ainda hoje simboliza força e coragem.
Solitárias tem hábitos diurno e noturno. Sua estimativa de longevidade na natureza em torno de 11 anos. Vive em ambientes com densas florestas, até áreas como o Pantanal Mato-grossense. É exclusivamente carnívoro, tendo em seu cardápio desde peixes, jacarés, capivaras pacas, porcos do mato e até antas.
Em condições naturais é muito raro um acidente de pessoas com Onças. Ocasionalmente causa danos às criações. Isto porque elas necessitam uma grande área para se alimentar em condições naturais. Com a redução extremamente drástica que vem sofrendo seus ambientes naturais, devido a ação humana, seu alimento escasseou e elas foram obrigadas a predar criações, muitas vezes próximo às casas das fazendas. As populações de onças estão sofrendo muito com isso. Não se sabe ao certo qual as populações deste belo felino pois os estudos são caros, difíceis e demorados. O que se sabe é que em alguns locais já está extinto e em outros ameaçado.

 

Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus)

É de se espantar a impressionante a adaptação desta ave a vários tipos de ambientes e sua capacidade de encontrar novas fontes de alimentos. Pode ser encontrada desde floresta densas, regiões alagadas, campo e cidades. Nas cidades ocupa as construções, pousando em edifícios e fios de luz para procurar seu alimento. Em sua dieta, encontramos pequenos e grandes insetos, larvas, frutos e até pequenos peixes próximos a flor da água.
Seu canto a torna inconfundível, gritando um sonoro Bem-te-vi, que deu origem a seu nome e de seu canto se originaram várias histórias infantis, levando a criança a imagina-lo como um espírito da floresta que está sempre observando nossos atos.
É encontrado em todo o país, facilmente identificável pelo seu comportamento ativo, seu ventre amarelo e a cabeça preta com uma forte lista branca sobre os olhos, sendo uma das aves mais populares tanto na cidade quanto na área rural.
Como outras aves, quando tratadas em comedoutros e locais com água fresca, freqüentarão ainda mais os jardins das casas.

 

Garça-branca-grande (Casmerodius albus)

É possível observarmos esta ave em todo o Brasil. Sempre associada a ambientes aquáticos. Muito elegante, atinge 88cm sendo fácil observá-la na natureza, pois sua cor branca e seu tamanho a destacam facilmente contra vegetação escura ou da própria água. Dificilmente são encontradas solitárias. Voam distâncias consideráveis diariamente para se alimentar e seu vôo é em formação, tranqüilo e sem esforço.
Se utiliza de suas pernas longas para entrar na água, onde fica por longo tempo imóvel esperando pequenos peixe, girino ou larvas de outros animais aquáticos fiquem ao alcance de seu bico. Então seu bico dá um forte golpe sobre a água para capturar seu alimento.
Associam-se em grande número formando "ninhais" ou "viveiros", muitas vezes misturando-se com outras aves. Nestes locais, fazem seus ninhos no alto das árvores, e devido a quantidade e permanência muito longa no período reprodutivo, chegam a matar as árvores com a acidez de suas vezes. Ao mesmo tempo estas mesmas fezes, restos de comidas e mesmo filhotes e adultos mortos nos "ninhais" produzem alimento para peixes e outros animais. Em Curitiba, uma pequena amostra destes "ninhais" pode ser visto no Passeio Público, onde uma grande quantidade destas aves faz seus ninhos e muita algazarra.

 

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Zig Koch Fotografias