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A
estranha reprodução
desses anfíbios
(texto e fotos de Zig Koch)Em noites
quentes de ver verão sempre escutamos uma orquestra cheia de sons diferentes Uack, uack,
inhé, inhé, uoog, uoog,... Estes sons vem de algum lago ou rio próximo de estamos. São
os machos de anfíbios defendendo seu diminuto território de intrusos e tentando
"cantar" alguma fêmea. Mas mesmo com todo o papo que os machos tem, é somente
a fêmea que decide o momento. Ela leva em consideração, além do papo do macho, o
momento em que terá o maior sucesso reprodutivo em função das condições ambientais e
próprias.
Vendo os pequenos e frágeis anfíbios, que
como os répteis não tem sangue quente, mal podemos imaginar que são descendentes dos
primeiros animais superiores a saírem dos antigos oceanos e se aventurarem pela terra,
há muitas centenas de milhões de anos. Para que sobrevivessem nos mais diferentes
ambientes os anfíbios desenvolveram uma estratégia de reprodução muito própria. Sua
fecundação é externa. Acontece quando o macho, sempre menor que a fêmea, abraça
fortemente o abdômen dela fazendo com que seus ovos sejam lentamente expelidos para fora
quando então o macho deposita seu sêmen.
Depois os ovos na água se transformam em
girinos que se alimentam de algas, larvas de insetos, ovas de peixes e animeis em
decomposição. Nesta fase respiram por branquias como os peixes. Começam a surgir
pequenas patas e se desenvolver os pulmões e pouco tempo uma metamorfose impressionante
muda por completo a aparência, a alimentação e o meio em que vivem os anfíbios e
passam a respirar através de pulmões. Por habitarem a água e a terra em diferentes
fases da vida, os anfíbios são excelentes indicadores de qualidade ambiental, pois
qualquer alteração será sentida por eles de forma diferente para cada espécie.
Através de análises comparativas os biólogos podem tirar conclusões bastante
importantes da qualidade ambiental. Atualmente estamos vivendo um problema ainda não
plenamente compreendido. Os anfíbios estão diminuindo ao longo de todo o Planeta, mesmo
em áreas de preservação. Isto, segundo conclusões, é preocupante pois além deles
ajudarem no controle de diversas pragas, são muito importantes na cadeia alimentar
servindo de alimento para várias espécies e principalmente se está acontecendo algo
muito prejudicial com estes antigos mas frágeis seres, o que poderá ocorrem conosco, que
em termos evolutivos, somos muito mais jovens que os anfíbios?
Alguns exemplos de como os anfíbios
desenvolveram estratégias para reprodução em diferentes ambientes.
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