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Eles
vivem
do peixe
(texto e fotos de Zig Koch) |
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Boto-cinza
ou Tucuxi (Sotalia fluviatilis) Dentre os seres marinhos os mamíferos são os que
nos chamam mais a atenção, e em especial os Cetáceos. Ordem de classificação
científica que engloba os Botos, Golfinhos e Baleias.
Nas baias que formam o litoral do Paraná podemos ver facilmente um representante desta
Ordem. O Boto-cinza ou Tucuxi que em pequenos grupos de 2 a 6 indivíduos visitam as
áreas de águas calmas e rasas para se alimentar e reproduzir. Dificilmente vemos os
Cetáceos além de seu dorso e nadadeira dorsal, pois respiram por um orifício sobre a
cabeça e raras vezes saltam. Se alimentam basicamente de peixes.
Ao contrário do que muitos pensam, os Botos ficam pouco tempo de baixo da água. Saem
para respirar em intervalos de aproximadamente 2 minutos, podendo morrer afogados em pouco
tempo quando se enroscam nas redes de pescas ou mesmo em linhas abandonadas por
pescadores.
Estes Botos medem pouco mais que 2 metros de comprimento, com as fêmeas pouco menores que
os machos. As fêmeas dão a luz a um único filhote após uma gestação de 11 meses. Os
filhotes nascem com cerca de 1 metro. |
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Biguá (Phalacrocorax olivacius) Abundante em todo o Brasil tanto em rios e lagos
quanto nas regiões estuarinas, esta ave com aspecto primitivo, descende de foceis
encontrados a 37 mil anos na França.
São hábeis mergulhadores. Se alimentam quase que exclusivamente de peixes com baixo
valor comercial ou doentes por serem mais fáceis de apanhar. Mesmo assim permanecem longo
período nos mergulhos e existem registros de biguás mergulhando a 20 m de profundidade.
Nadam na superfície da água, deixando apenas o pescoço e a cabeça fora da água,
lembrando periscópios de submarinos e tornando-os inconfundíveis. Sua decolagem na água
é pesada e necessita da ajuda das patas batendo sobre a água, para que possa decolar.
Vivem em bandos que podem chegar a milhares de indivíduos. Se reúnem para dormir em
árvores, que chegam a morrer, devido a acidez das fezes brancas dos Biguás. As fezes que
são ruins para as árvores mas são boas para os animais marinhos pois para eles servem
como nutrientes.
Para a reprodução, se reúnem em ninhais de muitas centenas de indivíduos, podendo
serem vistos juntos com garças. Seu período de incubação é de 24 dias. |
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Lontra (Lurta longicaudis) Pegam seu alimento na água com uma dieta de peixes
e moluscos. São muitos ativos, ágeis e graciosos dentro da água. Em terra firme,
caminham galopando rapidamente, fazendo um arco com seu corpo desproporcionalmente
comprido em relação as patas. Se comunicam por sons que lembram choro de criança.
Dependem diretamente de rios lagos e baias, que quando poluídos fazem com que as lontras
desapareçam junto com outras espécies. Fazem seus ninhos, em buracos nos barrancos
próximos a água.
Para comer os peixes que apanham, capturam-nos com a boca e levam à superfície para
comer segurando firmemente com as patas dianteiras enquanto mastigam o peixe com seus
dentes fortes.
Vivem solitárias ou em pares e tem as suas atividades noturna e diurna, sendo encontrada
em praticamente todo o Brasil onde não tem secas prolongadas. |
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