arquivoprodutosprojetos especiaiscadastrocontatolinks e-mail
novidadeso autorportfolioexposição
.
 
Nossa Fauna Outubro/99
Coluna feita para o Almanaque Mercadorama - Letra Viva Editora
12/98 01/99 02/99 03/99 04/99 05/99 06/99 07/99 08/99 09/99 10/99 11/99
Eles vivem
do peixe

(texto e fotos de Zig Koch)

 

Boto-cinza ou Tucuxi (Sotalia fluviatilis)

Dentre os seres marinhos os mamíferos são os que nos chamam mais a atenção, e em especial os Cetáceos. Ordem de classificação científica que engloba os Botos, Golfinhos e Baleias.
Nas baias que formam o litoral do Paraná podemos ver facilmente um representante desta Ordem. O Boto-cinza ou Tucuxi que em pequenos grupos de 2 a 6 indivíduos visitam as áreas de águas calmas e rasas para se alimentar e reproduzir. Dificilmente vemos os Cetáceos além de seu dorso e nadadeira dorsal, pois respiram por um orifício sobre a cabeça e raras vezes saltam. Se alimentam basicamente de peixes.
Ao contrário do que muitos pensam, os Botos ficam pouco tempo de baixo da água. Saem para respirar em intervalos de aproximadamente 2 minutos, podendo morrer afogados em pouco tempo quando se enroscam nas redes de pescas ou mesmo em linhas abandonadas por pescadores.
Estes Botos medem pouco mais que 2 metros de comprimento, com as fêmeas pouco menores que os machos. As fêmeas dão a luz a um único filhote após uma gestação de 11 meses. Os filhotes nascem com cerca de 1 metro.

 

Biguá (Phalacrocorax olivacius)

Abundante em todo o Brasil tanto em rios e lagos quanto nas regiões estuarinas, esta ave com aspecto primitivo, descende de foceis encontrados a 37 mil anos na França.
São hábeis mergulhadores. Se alimentam quase que exclusivamente de peixes com baixo valor comercial ou doentes por serem mais fáceis de apanhar. Mesmo assim permanecem longo período nos mergulhos e existem registros de biguás mergulhando a 20 m de profundidade. Nadam na superfície da água, deixando apenas o pescoço e a cabeça fora da água, lembrando periscópios de submarinos e tornando-os inconfundíveis. Sua decolagem na água é pesada e necessita da ajuda das patas batendo sobre a água, para que possa decolar.
Vivem em bandos que podem chegar a milhares de indivíduos. Se reúnem para dormir em árvores, que chegam a morrer, devido a acidez das fezes brancas dos Biguás. As fezes que são ruins para as árvores mas são boas para os animais marinhos pois para eles servem como nutrientes.
Para a reprodução, se reúnem em ninhais de muitas centenas de indivíduos, podendo serem vistos juntos com garças. Seu período de incubação é de 24 dias.

 

Lontra (Lurta longicaudis)

Pegam seu alimento na água com uma dieta de peixes e moluscos. São muitos ativos, ágeis e graciosos dentro da água. Em terra firme, caminham galopando rapidamente, fazendo um arco com seu corpo desproporcionalmente comprido em relação as patas. Se comunicam por sons que lembram choro de criança. Dependem diretamente de rios lagos e baias, que quando poluídos fazem com que as lontras desapareçam junto com outras espécies. Fazem seus ninhos, em buracos nos barrancos próximos a água.
Para comer os peixes que apanham, capturam-nos com a boca e levam à superfície para comer segurando firmemente com as patas dianteiras enquanto mastigam o peixe com seus dentes fortes.
Vivem solitárias ou em pares e tem as suas atividades noturna e diurna, sendo encontrada em praticamente todo o Brasil onde não tem secas prolongadas.

 

home | arquivo | produtos | projetos especiais | cadastro | contato | links | novidades | o autor | portfolio | exposição | e-mail

 

Zig Koch Fotografias